Atualizado em 23 de September de 2026
De 14 a 16 de setembro, Santo Domingo foi o ponto de encontro da comunidade museológica ibero-americana. Durante três dias, celebramos o 12º Encontro Ibero-Americano de Museus: Patrimônios compartilhados, futuros comuns (12º EIM), uma oportunidade para nos reencontrarmos, compartilharmos experiências e refletirmos coletivamente sobre os desafios que atravessam nossos museus e sobre os futuros que queremos construir juntos.
O 12º EIM foi fruto de uma ampla aliança entre o Programa Ibermuseus, a Direção-Geral de Museus do Ministério da Cultura da República Dominicana, a Rede Nacional de Museus da República Dominicana, a Agência Espanhola de Cooperação Internacional para o Desenvolvimento, a Secretaria-Geral Ibero-Americana, a Coordenação Educativa e Cultural Centro-Americana e outros aliados estratégicos.
As conferências, diálogos, mesas-redondas e oficinas contaram com a participação de mais de 80 profissionais de museus, especialistas, pesquisadoras e pesquisadores e representantes das mais altas instâncias do setor de 17 países ibero-americanos, além de Belize, como país observador.
A Declaração de Santo Domingo: um roteiro compartilhado
Como resultado do 12º EIM, os 17 países ibero-americanos, Belize, a Secretaria-Geral Ibero-Americana e a Coordenação Educativa e Cultural Centro-Americana assinaram a Declaração de Santo Domingo, um novo roteiro para orientar o fortalecimento das políticas públicas e o desenvolvimento dos museus ibero-americanos.
Por meio de dezenove recomendações, a Declaração reúne as reflexões compartilhadas durante o processo de preparação e realização do Encontro e as transforma em orientações concretas para a ação. Entre suas principais linhas estão:
Ao mesmo tempo, a Declaração convida a avançar em direção a modelos de governança mais democráticos e participativos, a ampliar os processos de cocriação social e a situar os direitos culturais, a acessibilidade universal e a justiça ambiental entre os princípios que orientam a atuação dos museus.
Com isso, os países participantes assumem o compromisso de levar essas orientações aos seus respectivos contextos e políticas públicas, reconhecendo que os desafios compartilhados também exigem respostas construídas coletivamente.
Uma história feita de encontros reais
A trajetória dos Encontros Ibero-Americanos de Museus tem sido marcada por importantes transformações, reflexões e posicionamentos construídos pelo conjunto dos países ibero-americanos, com o propósito de contribuir para o desenvolvimento e o fortalecimento integral do setor museológico. Ao longo de suas doze edições, os Encontros nos permitiram compartilhar olhares e experiências, reconhecer-nos em nossas diferenças e semelhanças, estreitar vínculos e abrir novas possibilidades de colaboração.
Essa dimensão humana esteve especialmente presente em Santo Domingo. Nós a vivenciamos nas conferências e mesas de diálogo, nas oficinas e espaços de intercâmbio, mas também nas conversas informais, nas manifestações culturais que acompanharam o Encontro e em tantos momentos compartilhados na Cidade Colonial, cenário e casa desta décima segunda edição.
Mais de 200 pessoas participaram presencialmente em Santo Domingo e mais de 1.600 acompanharam as transmissões por meio de nossos canais digitais. Mas o Encontro não termina aí. As conversas, os vínculos e as reflexões que surgiram durante esses dias seguem seu curso e encontram novas formas de se projetar no trabalho dos museus e na cooperação entre nossos países.
A República Dominicana nos ensina que, quando agradecemos por qualquer coisa, sua gente responde: “sempre”. Ficamos com esse “sempre” como um convite para continuarmos nos encontrando, conversando, compartilhando e construindo juntos.
Até o 13º Encontro Ibero-Americano de Museus!
Leia mais:
Veja também:
Você está utilizando um navegador desatualizado. Por favor atualize seu navegador para visualizar corretamente este site.
