Atualizado em 20 de May de 2021

A sustentabilidade é uma tarefa integral em que cada museu deve desenvolver sua agenda

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O primeiro dia do webinar “Museus e Sustentabilidade: reconstruir e reimaginar”, realizado no dia 20 de maio, deixou contribuições importantes para se pensar a sustentabilidade de forma integral.

Maisa Rojas (Chile) abriu a discussão abordando a relação entre o meio ambiente e a cultura. Em termos de meio ambiente, ela apontou a três mensagens chaves: Meio grau conta. Cada ano importa. E, cada decisão conta. Isso, para lembrar que é impossível deter a crise ambiental global sem a ação de todos e todas.  Que foi complementado por Hernán Borisonik (Argentina). “Os museus devem dar o exemplo. Que usem materiais recicláveis, e os mesmos levar a outros termos como inclusão social … A inclusão desde o ambito cultural é uma labor dos museus”.

Enquanto que Alfonso Martinell insistiu que os museus devem se reinventar. “Os museus devem trabalhar com seu meio ambiente. Redescubrir a função social dos museus. Eles devem pensar em suas agendas pensando no impacto global que podem / devem ter. Isso implica uma mudança profunda que atinge a identidade”.

À medida que a conversa avançava, surgiram outros elementos que surgiram emergiram fortemente no contexto da pandemia: a virtualidade, a ausência de experiências sensoriais e a presença física.

Diante disso, foram levantadas algumas conclusões que apontam para os eixos deste primeiro dia. Por exemplo, foi especificado que não há desenvolvimento sustentável sem cultura e que no futuro será complexo para as instituições museológicas prevalecerem sem agendas de desenvolvimento sustentável.

Em termos de políticas públicas, foi colocado que é preciso gerar ações em menor escala, cujo impacto e abrangência toquem e transcendam a sociedade, criando também sinergia com a academia, com as pessoas, com as cidades. Tal como acontece com a pandemia, a ação deve ser global; mas, a solução local.

Em última análise, foi afirmado que a responsabilidade deve ser compartilhada. Os museus e os serviços públicos culturais devem ser os meios, reimaginar, reconceituar, ser espaços de inclusão, implementação, experimentação, envolvendo minorias, envolvendo o público, artistas, curadores, num esquema híbrido (virtual-presencial) em total equilíbrio com o nosso meio e com todos os atores e variáveis ​​que rodeiam o museu do século XXI.

Convidamos você a assistir ao webinar completo:

 

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