Atualizado em 26 de November de 2025

Declaração de Lausanne: um apelo urgente do setor cultural a favor da sustentabilidade

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A Declaração de Lausanne responde à crise climática, à perda de biodiversidade, à poluição e às desigualdades, destacando a necessidade de uma ação coordenada e sistémica.
Apela à integração da sustentabilidade na governançã, na estratégia e nas operações das organizações culturais.
Propõe ações concretas: reduzir impactos ambientais, adotar normas comuns, colaborar e capacitar as comunidades.

A Declaração de Lausanne, subscrita no passado dia 9 de outubro de 2025 no Théâtre Vidy-Lausanne, na Suíça, marcou a fundação oficial da Culture for the Planet, comunidade global de organizações artísticas e culturais — da qual o Ibermuseus faz parte — que unem esforços para acelerar a transição para a sustentabilidade.

O evento, que reuniu 33 membros fundadores — entre eles museus, teatros, financiadores e responsáveis políticos — ratificou a responsabilidade partilhada de integrar a sustentabilidade na governança, na gestão e na prática artística. Num contexto de urgência ecológica e desigualdade social, o documento apela a uma ação coordenada e coletiva, reconhecendo o poder da cultura para moldar imaginários e liderar a transição para um futuro sustentável.

Acede à Declaração completa

A Declaração nasce de uma necessidade evidente: embora o setor cultural ocupe uma posição privilegiada para influenciar a sociedade, os seus esforços em matéria de sustentabilidade continuam dispersos. As organizações enfrentam dificuldades em transformar intenção em ação, e os referenciais comuns ainda não refletem plenamente a diversidade local e global. Por isso, a Declaração exige coordenação, clareza e uma visão setorial partilhada que permita institucionalizar a sustentabilidade.

Entre os seus principais compromissos, a Declaração convoca ao reconhecimento da responsabilidade do setor na transição ecológica, ao reforço da governança sustentável e à integração destes princípios na estratégia e na transparência institucional. Promove também a colaboração, a partilha de conhecimentos, e a adoção de diretrizes e padrões comuns para alcançar progressos efetivos e mensuráveis.

Além disso, insta a reduzir o impacto ambiental em todas as etapas do trabalho cultural: criação, produção, exposição e conservação. Os membros fundadores comprometem-se a capacitar as comunidades através de práticas inclusivas e regenerativas, agir com transparência no acompanhamento dos progressos e incorporar uma visão holística da sustentabilidade que abranja tanto a dimensão ambiental como os desafios sistémicos do desenvolvimento sustentável.

O documento conclui com um apelo à ação dirigido a museus, redes culturais, financiadores e responsáveis públicos para assumirem a responsabilidade coletiva de fazer da sustentabilidade um valor central do setor. O convite é claro: avançar para um futuro onde a liberdade criativa esteja alinhada com a justiça social, a resiliência e o respeito pelo planeta.

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