Atualizado em 13 de November de 2025

Prêmio Ibermuseus de Educação

Menção Honrosa

País

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Ano

2024

Responsável pelo Projeto

Jimena Cruz Mamani

Cargo ou Função

Responsável pela unidade de coleções do museu

Departamento ou Coordenação

Coleções e educação

Telefone

+56996139701

Ckarackartur: Re-escribiendo nuestro legado

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O projeto Ckarackartur: Re-escribiendo nuestro legado dá continuidade ao programa educativo desenvolvido pelo Depósito Arqueológico Museable Inclusivo (DAMI) do Instituto de Investigaciones Arqueológicas y Museo R.P. Gustavo Le Paige S.J., em San Pedro de Atacama. A iniciativa aprofunda um processo de reconciliação histórica iniciado em 2007, quando o museu retirou de exposição os restos humanos a pedido das comunidades atacamenhas, reconhecendo o seu carácter sagrado. O programa procura sensibilizar o público para esta reivindicação comunitária e para o significado espiritual que os corpos têm para o povo atacameño-lickanantay.

A proposta desafia a narrativa museológica clássica que situava as comunidades indígenas exclusivamente no passado, promovendo uma leitura contemporânea, viva e em continuidade das suas identidades culturais. A partir de uma abordagem crítica, o projeto convida à reflexão sobre a exibição de restos humanos, a fragmentação dos corpos no contexto da arqueologia e a relação entre património, território e direitos dos povos originários, recorrendo a estratégias participativas, recursos audiovisuais e diálogos interculturais.

A metodologia organiza-se em três fases que incluem oficinas sobre a visão atacamenha da morte, debates sobre direitos humanos e patrimoniais, e um projeto final de criação de uma maqueta tátil com audioguia que represente a tradição de “Tosantos”. Esta produção coletiva será incorporada à museografia do DAMI, garantindo acessibilidade física, sensorial e cognitiva a diversos públicos.

O projeto tem promovido avanços substanciais em acessibilidade, sustentabilidade, valorização da identidade cultural local e respeito pelo património arqueológico desde o sentir indígena. Além disso, tem fortalecido a colaboração entre equipas técnicas, especialistas e comunidades atacamenhas, consolidando um modelo de gestão patrimonial inclusivo, participativo e culturalmente situado.

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