Atualizado em 17 de outubro de 2019

Autor

Gustavo Marcondes

País

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Ibermuseos contribui para a disseminação de práticas sustentáveis em museus através de Curso de Capacitação

Curso Ibermuseos_Montevideo

Pensar em soluções sustentáveis para museus é uma prioridade para as instituições ibero-americanas diante dos desafios que o futuro apresenta ao setor cultural da região. Nos últimos três dias, foi realizado em Montevidéu o Curso Ibermuseus de Capacitação – O museu sustentável: conceitos e experiências, que reuniu 30 profissionais de 20 países com o objetivo de trocar experiências, discutir modelos de sucesso e encontrar um conjunto de soluções que possibilitem uma gestão sustentável integral, com foco nas dimensões social, cultural, ambiental e econômica.

Organizado em colaboração com o Ministério da Educação e Cultura do Uruguai, o curso foi desenvolvido em atividades teóricas e práticas, com experiências de museus na Espanha, Peru e Uruguai e ampla participação de todos os participantes, que contribuíram para a discussão sobre a situação da sustentabilidade nos museus da região ibero-americana.

No último dia de atividades, foi realizado um amplo debate de ideias para que cada participante pudesse definir como aplicar os conceitos e experiências destacados durante o curso nas instituições de seus países, por meio de projetos de multiplicação de conhecimento.

“O curso é de extrema importância, pois aprendemos novas ferramentas técnicas para aplicar em nossos museus”, diz Eddyt Milka Corani Arteaga, presidente da associação “Protetores do Patrimônio e Museus Comunitários de La Paz”. “Estamos levando experiências muito boas para replicar, como as do Museu Túcume (Peru) e do Museu do Carnaval (Uruguai). A Bolívia é um país que tem muito patrimônio intangível, então vamos apostar em melhorar nossos museus através do patrimônio intangível.”

“Essa experiência foi extremamente proveitosa e contribuirá para o processo de recuperação de museus no Panamá. Precisamente a sustentabilidade é uma das primeiras questões com as quais estamos lidando, o primeiro passo para fazer algo que dure e que em 20 anos tenhamos museus diferentes e ao mesmo tempo que mantenham sua essência”, afirma Anayansi Chichaco, do Direção Nacional do Patrimônio Histórico.

“Hoje, um museu não é entendido se não é sustentável, se não é acolhedor, se não consegue transmitir algo emocionante, algo que antigamente os museus mais enciclopédicos não buscavam. Aprofundamos em temas como meio ambiente, contratação responsável, comunicação de maneira aceitável, acho que tudo foi interessante e permitiu uma troca de experiências em alto nível”, avalia o instrutor Victor Magrans Julià, administrador do Museu Nacional d’Art da Catalunha.

Durante o curso, os participantes aprenderam sobre as experiências sustentáveis do Museu do Carnaval e da Escola Sustentável Jaureguiberry (escola pública nº294), além do Marco Conceitual Comum em Sustentabilidade, publicação do Ibermuseus que oferece um conjunto de conceitos e reflexões sobre a sustentabilidade das instituições e processos museológicos na Ibero-América.

Com essa atividade de treinamento, a Ibermuseos contribui para disseminar práticas sustentáveis em museus por toda a região, permitindo a criação de uma rede de profissionais que lideram um processo de mudança fundamental para o futuro de nossas instituições.

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