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Atualizado em 02 de outubro de 2018

Créditos das fotos

1. Museo Rufino Tamayo, México. Foto: Divulgação

2. Museo Chileno de Arte Precolombino. Foto: Antenna, Chile.


A Declaração da Cidade de Salvador afirma que "[...] os governos nacionais de todos os países ibero-americanos devem implementar políticas públicas sobre museus, que incluem, entre outros aspectos, comunicação, educação, preservação e investigação científica do patrimônio cultural e natural ". Este tem sido o quadro de referência da Ibermuseos desde a sua criação.

Nossa atuação

Ibermuseos surge da necessidade de fortalecer as práticas dos museus ibero-americanos, valorizar a diversidade e o patrimônio cultural da região, promover a presença de museus nas políticas culturais e seu papel no resgate e apropriação da memória social, articular o trabalho de profissionais de museus na região ibero-americana e incluir os museus e seu caráter dinâmico na agenda prioritária dos Estados Ibero-americanos.

O Programa tem como marco inicial a Declaração da Cidade de Salvador, documento assinado no I Encontro Ibero-Americano de Museus pelos 22 representantes da comunidade reunidos na cidade de Salvador, Bahia. O documento apontou o Ibermuseus como a instância de fomento e de articulação de uma política museológica ibero-americana.

O Programa viria a ser aprovado como iniciativa em 2007, na X Conferência Ibero-Americana de Ministros da Cultura e na XVII Cúpula Ibero-americana de Chefes de Estado e de Governo, em Santiago do Chile, passando a fazer parte do Espaço Cultural Ibero-americano e a estar sob a coordenação da Secretaria Geral Ibero-Americana (SEGIB), organismo internacional de apoio aos países da comunidade ibero-americana e de promoção da cooperação regional no âmbito da educação, da coesão social e da cultura.

Em 2008, com a participação de dez países membros – Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Equador, Espanha, México, Portugal, República Dominicana e Uruguai – a iniciativa passa a ser um Programa de Cooperação, na XVIII Cúpula Ibero-Americana de Chefes de Estado e Governo de El Salvador.

Linha do tempo do Programa Ibermuseus.

Histórico

Desde a sua criação, o Ibermuseos está empenhado em criar mecanismos multilaterais de cooperação e desenvolvimento de ações conjuntas no campo dos museus e da museologia nos países ibero-americanos, reforçando a relação entre as instituições públicas e privadas e entre os profissionais do setor museal ibero-americano, promovendo a proteção e a gestão do patrimônio e a troca de experiências e do conhecimento gerado.

Nesse tempo já desenvolvemos mais de cem atividades, tais como: 12 cursos e oficinas de capacitação; apoio a 69 projetos educacionais e 11 projetos de intercâmbio de bens museais; 14 pesquisas/ensaios e ferramentas; 4 projetos multilaterais com a participação dos 22 países da região; 14 reuniões intergovernamentais; 17 reuniões técnicas de trabalho e 9 Encontros Ibero-Americanas de Museus, realizadas em 8 países, com a participação de mais de 300 gestores públicos, acadêmicos, pesquisadores, estudantes e profissionais do setor.

Desde então, o Ibermuseos contribuiu para o fortalecimento das capacidades de mais de 300 profissionais, através de seus cursos, oficinas e bolsas de estudo, tem apoiado a recuperação do patrimônio de 7 instituições; tornou possível o intercâmbio entre 50 instituições que promovem a circulação de bens culturais e a mobilidade profissional.

Entre os projetos de destaque estão as nove edições do Prêmio Ibemuseus de Educação  – um marco no fomento de projetos educativos em museus – e as diversas publicações e ferramentas sobre temas relacionados à institucionalidade dos museus, como o Panorama dos Museus na Ibero-América, metodologias para estudos públicos e manuais de gestão de riscos, entre muitos outros. Veja a linha do tempo dos primeiros dez anos do Programa.

O Registro/Registo de Museus Ibero-Americanos um dos principais projetos da Ibermuseos, é uma plataforma digital que apresenta um mosaico de instituições museológicas ibero-americanas e tem como objetivo promover o conhecimento sobre a diversidade museológica na região. Conta até agora com a participação de mais de sete mil instituições.

No âmbito da capacitação, o Ibermuseus teve uma abordagem pioneira, investindo, desde 2016, em uma linha específica de bolsas para a promoção das capacidades dos profissionais de museus, através do apoio à participação em cursos e oficinas e na conclusão de projetos de estágio.

Outro dos marcos de destaque desenvolvidos pelo Programa é o Fundo Ibermuseus para o Patrimônio Museológico, que apoia ações de assistência e proteção do patrimônio museológico.

Em 2012, o Ibermuseus celebrou o 40º aniversário da Mesa Redonda de Santiago do Chile, realizada em maio de 1972, considerada o grande marco de referência da museologia social que destacou a importância e o papel dos museus no mundo contemporâneo e sua contribuição para a esfera educacional e desenvolvimento social.

A comemoração centrou-se na divulgação desta corrente de pensamento museológico, através da criação de um selo da Década do Patrimônio Museológico e de uma programação em rede que ligava museus de diferentes países da região. Ademais, Ibermuseos editou uma publicação em dois volumes que resgata a memória da Mesa Redonda de Santiago do Chile, de 1972, reunindo os textos originais em formato de fac-símile e a revista Museum da Unesco, dedicada à mesma em 1973. Ambos estão disponíveis para download.

Cabe destacar que o Programa Ibermuseus também contribuiu para a criação do Sistema Nacional de Museus, no Uruguai, para a consolidação da Rede Centro-Americana de Museus e para a criação de registros de museus no México, na Argentina e no Peru.

A meta para os próximos anos o Programa é contar com a adesão e o compromisso de mais países e continuar trabalhando para apoiar iniciativas de pesquisa para a compreensão da diversidade museal da Ibero-América e seus processos museais; identificar e desenvolver ferramentas e indicadores para a melhoria da gestão dos museus; fomentar ações de formação e capacitação para os profissionais; impulsionar projetos com perspectiva de proteção ao patrimônio e de sustentabilidade para fortalecer a gestão museal; e difundir o conhecimento produzido e adquirido pelo trabalho das mesas técnicas.

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